26/08/2025
CSPB e Sindicato União debatem futuro do serviço público
em videoconferência estratégica
Lideranças sindicais traçam planos de ação sobre acordo
coletivo, reforma administrativa e planos de carreira, destacando a urgência de
mobilização e engajamento
Em uma videoconferência
estratégica realizada nesta segunda-feira (25/06), o Sindicato União dos
Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo e a Confederação dos
Servidores Públicos do Brasil - CSPB promoveram um amplo
debate sobre os desafios imediatos que afetam os trabalhadores do setor
público. O evento, transmitido ao vivo pela CSPB TV, serviu como um
importante espaço de alinhamento e orientação para dirigentes sindicais de todo
o país.
Assista à íntegra da videoconferência:
https://youtu.be/WwupCw6vNUQ?si=h0utWX0ylNPF1fXP
A reunião construiu uma visão
consolidada sobre três eixos centrais:
A negociação coletiva foi
apresentada como uma batalha jurídica e política prioritária. As lideranças
reforçaram que, apesar de a regulamentação enfrentar obstáculos há anos, é
direito e dever dos sindicatos celebrar acordos coletivos agora, com base na
Constituição e em convenções internacionais. A estratégia da CSPB é dupla:
incluir esse direito no texto da reforma administrativa ou, como plano B,
apresentar uma emenda de liderança no Congresso Nacional. A narrativa é de que
a negociação é uma ferramenta moderna de gestão que reduz conflitos e melhora
os serviços.
Sobre a reforma
administrativa, os alertas foram muitos. Os debatedores destacaram o risco
de a proposta ampliar massivamente as contratações temporárias, corroendo a
estabilidade por via indireta, e de implementar modelos punitivos de avaliação
de desempenho. Foi consenso que a narrativa sobre "supersalários"
serve como isca para retirar direitos da base do funcionalismo. A exigência é
que a proposta seja amplamente debatida em audiências públicas nos estados
antes de qualquer votação, e que a CSPB atue para incluir salvaguardas no texto.
Por fim, a defesa de planos
de carreira robustos e da licença classista foi
unânime. Defendeu-se que a progressão na carreira deve estar vinculada a
desenvolvimento e mérito, e não ser suprimida. A licença para dirigentes
sindicais, essencial para a representação da categoria, precisa ser garantida
de forma proporcional ao número de representados.
O chamado final foi por mobilização
e ação. Ficou claro que a pressão social e a articulação política são
fundamentais. A CSPB se comprometeu a dar total apoio às entidades para que
fechem acordos coletivos, consolidando a prática da negociação, e a orientar
uma campanha massiva de comunicação para alertar a população sobre os impactos
da reforma.
Participaram dos debates:
- João Domingos Gomes dos
Santos, Presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil
– CSPB;
- Marco Antônio Corrêa da
Silva “Marquinho”, Secretário-Geral da CSPB;
- João Paulo Ribeiro “JP”,
Diretor de Relações Institucionais da CSPB;
- Wagner José de Souza,
Diretor de Política dos Profissionais da Saúde e Segurança no Trabalho da CSPB
e dirigente do Sindicato União;
- Patrícia Merim,
Presidente do Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de
São Paulo.
Realização: Sindicato
União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo em
parceria com a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB.
Secom/CSPB
Link CSPB:
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