24/02/2025
SINDUNI SE REVOLTA CONTRA A FOLHA
EM CONJUNTO COM AS ENTIDADES ASSOCIATIVAS E, EM RESPOSTA, DECLARA:
No dia 8 de fevereiro, a Folha de
S. Paulo publicou a matéria "Ganho acima da inflação no Judiciário
extrapola várias vezes o do funcionalismo" em sua versão online,
posteriormente estampada na capa da edição dominical. Essa não é a primeira
vez que o jornal aborda a questão salarial no Judiciário.
Entretanto, assim como em outras
ocasiões, a Folha de S. Paulo incorre no erro de generalizar, colocando todos
os servidores no mesmo "balaio".
Essa abordagem é preocupante,
pois ignora as profundas diferenças salariais existentes no judiciário.
A matéria induz o leitor a
acreditar que todos os trabalhadores do Judiciário desfrutam de salários
exorbitantes, complementados por "penduricalhos" e reajustes acima da
inflação, o que não corresponde à realidade.
Embora uma parcela de
privilegiados receba remunerações elevadas, por vezes alcançando cifras
milionárias, a imensa maioria dos servidores, incluindo os do TJ-SP, enfrenta
um cenário bem diferente.
Em tempos de inflação crescente
e desvalorização da moeda, escreventes técnicos, oficiais de justiça,
assistentes sociais, psicólogos, contadores e agentes judiciários paulistas
recebem salários que, em muitos casos, mal suprem as necessidades básicas.
Atualmente, os servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
enfrentam uma defasagem salarial aproximada de 30%, o que significa 1/3 de
perda do poder aquisitivo.
Além do salário-base, esses
servidores têm direito a auxílios básicos como vale-transporte e vale-alimentação,
benefícios que estão longe dos chamados "penduricalhos".
É fundamental destacar que,
mesmo quando recebem reposição salarial, os reajustes raramente acompanham a
inflação acumulada, resultando, a cada ano, em perda considerável do poder
de compra.
Não por acaso, muitos servidores
estão endividados, com suas margens de crédito consignado totalmente
comprometidas — uma clara consequência da política de desvalorização e do
descaso com essa categoria.
A imprensa não apenas pode, mas
deve falar sobre os "supersalários" no Judiciário e em outros
órgãos públicos. No entanto, tem o dever de adotar uma postura mais
responsável e transparente ao abordar essa questão, distinguindo claramente
as diferentes categorias e expondo a realidade enfrentada pela maioria dos
servidores. São esses profissionais que, com dedicação, mantêm o
Judiciário funcionando de maneira eficiente e justa.
A publicação de informações
precisas sobre os vencimentos deve refletir a realidade, evitando
desinformação, confusão e preconceitos. O compromisso com a verdade deve ser
uma regra no jornalismo.
Por essa razão, as entidades de classe dos servidores do Judiciário de São Paulo repudiam veementemente a narrativa adotada pela Folha de S. Paulo e esperam que, a partir deste episódio, o jornal reveja sua abordagem, denunciando as distorçõ
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